Mariana Fontanive*
Há dez anos, quando o crack entrou no Brasil, era impossível pensar em uma droga mais letal. Nesta semana, o Rio Grande do Sul foi apresentado a algo que assusta até especialistas. A nova droga, o óxi, tem características distintas do crack e com o preço pela metade.

A previsão é de que o novo entorpecente vá se disseminar principalmente entre quem já é usuário de droga e se encontra em situação sensível. O problema é que a rede de atendimento que ainda não apresenta soluções para usuários para combater o tráfico e tratar usuários de entorpecentes, terá de enfrentar uma droga ainda mais devastadora: o óxi.
Segundo o delegado Adroaldo Schenkel, responsável pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (DEFREC)- PF, em Passo Fundo ainda não existem registros de apreensão do óxi.
Efeitos: Os componentes do óxi são altamente danosos ao organismo. A droga inalada chega ao cérebro entre sete e nove segundos e acelera o metabolismo do usuário, o que causa sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo dez minutos. Essas circunstâncias obrigam o usuário a inalar o óxi repetidamente, o que aumenta as agressões ao organismo. O que torna o óxi mais letal que o crack são os componentes adicionais, cal e combustível. Essas substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão, afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma. Já no primeiro mês de uso os dentes podem cair e no terceiro mês pode levar o usuário à morte. Em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano de uso.
Preço: O que contribui para que a droga se espalhe com rapidez é o preço A pedra de crack custa, em média, R$ 5, o oxi é vendido por R$ 2 no mercado ilícito.
*Aluna do VII nível de Jornalismo On-Line.
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